NOSSA CIDADE

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HISTÓRIA

Capitania inicialmente dependente de Pernambuco até o princípio do século XVIII, o Ceará teve a sua formação econômica iniciada no século XVII com a pecuária, para fornecer carne e tração à economia açucareira estabelecida na Zona da Mata. A vila de Fortaleza, fundada em 13 de abril de 1726, ficou à margem.

Nessa fase, a cidade primaz era Aracati. Icó, Sobral e Crato também ocupavam o primeiro nível na hierarquia urbana no final do século XVIII.

Ao contrário de Aracati, de Icó e de outras vilas setecentistas, fundadas nas picadas das boiadas, Fortaleza achava-se longe dos principais sistemas hidrográficos cearenses – as bacias dos rios Jaguaribe e Acaraú – e, portanto, à margem da atividade criatória, ausente dos caminhos por onde a economia fluía no território.
Por todo o século XVIII, a vila não despertou grandes interesses do Reino, não tendo desenvolvido qualquer atividade terciária.

Mas, em 1799, coincidindo com o declínio da pecuária (a Seca Grande de 1790-1793 liquidou a atividade), a Capitania tornou-se autônoma, passando a fazer comércio direto com Lisboa, através, preferencialmente, de Fortaleza, que se torna a capital.

De 1808 em diante, com a abertura dos portos, o intercâmbio estendeu-se às nações amigas e, em especial, à Inglaterra, para onde o Ceará fez, em 1809, a primeira exportação direta de algodão.

Como capitania autônoma, o Ceará ingressava então na economia agroexportadora. O viajante inglês Henry Koster, que, exatamente nessa época (1810), visitou Fortaleza, não a enxergava com otimismo: “Não obstante a má impressão geral, pela pobreza do solo em que esta Vila está situada, confesso ter ela boa aparência, embora escassamente possa este ser o estado real dessa terra. A dificuldade de transportes (...), e falta de um porto, as terríveis secas, [todos esses fatores] afastam algumas ousadas esperanças no desenvolvimento da sua prosperidade”.

Em 1822, com o Brasil independente, o Ceará passou a província; no ano seguinte, a vila de Fortaleza foi elevada à cidade, o que robusteceu o seu papel primaz, dentro já da política de centralização do Império. As propriedades agropecuárias da província, a principal riqueza de então, pertenciam a pouco mais de 1% da população livre. Dado que a Lei de Terras, de 1850, só fez contribuir para a concentração fundiária, estavam fincadas então as bases das desigualdades de renda e riqueza que, embora em menor proporção, observam-se até os dias atuais no Ceará e em Fortaleza.

A CIDADE

O município de Fortaleza, situado ao norte do Estado do Ceará é 5ª capital brasileira mais populosa. Em seus 313,43 km2 de área total, moram aproximadamente 2.670.000 habitantes (IBGE 2019), com uma densidade demográfica estimada de 8.516 hab/km². Soma-se a este número, a população dos 19 municípios que compõem a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o que ultrapassa o total de 4.000.000 de pessoas. Em termos de qualidade de vida, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM, 2010) é de 0,732, o que situa o município na faixa de desenvolvimento humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799).

A sua localização é privilegiada geograficamente devido à proximidade com a Europa, África e América do Norte e essa condição faz com que a cidade se destaque como estratégica para o trânsito de pessoas e mercadorias. Além disto, configura-se como ponto importante para a transmissão de dados via fibra óptica no Brasil para os demais continentes. Nesse sentido, parte do tráfego de dados entre a América Latina e o restante do mundo passa por Fortaleza, o que significa que a cidade é responsável por “conectar o Brasil ao mundo”.

Atualmente, Fortaleza se divide em cinco distritos (Fortaleza, Antônio Bezerra, Messejana, Mondubim e Parangaba), possuindo 121 bairros divididos em 12 regionais administrativas. Essas, por sua vez, abrigam 39 territórios, estabelecidos por afinidades socioeconômicas.

ECONOMIA

Fortaleza possui destacada expressão econômica no âmbito estadual e metropolitano. Segundo dados do IBGE (2016), divulgados pelo Ipece (2018), a análise do nível de riqueza gerada em Fortaleza, revela que a cidade detém 43% de participação no total do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Ceará, tendo registrado uma participação de 67,28% no PIB da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Em 2015, o PIB de Fortaleza figurava na 9ª posição em relação às capitais e na 10ª em relação às cidades do Brasil, ultrapassando outras grandes capitais nordestinas, como Recife (10ª e 13ª) e São Luís (13ª e 26ª). Verifica-se, ainda, o elevado peso do setor de serviços privados dentro da Capital cearense com uma taxa de 67,15%, seguido pela Indústria (17,38%), Administração pública (15,38%) e Agropecuária (0,09%).

Esse destaque do setor de serviços se dá, principalmente, pelas atividades ligadas ao setor do Turismo, especialmente aquelas que são potencializadas nos trechos que cobrem a extensão litorânea do Município. De acordo com Ipece (2016), a receita turística foi responsável por 25,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da Capital, um aumento de 3,5 pontos percentuais em relação ao ano de 2015, quando o índice apontava 21,7%.

Fortaleza representa o 6º maior centro empregador do Brasil e o segundo do Nordeste. De acordo com dados do Ministério do Trabalho (2015), a Capital, entre as cidades brasileiras, é a que oferece melhor potencial para atração de novos negócios (Towers Watson, 2015). A cidade possui o 7º maior poder de compra do País e tem potencial na produção de novas tecnologias e profissionais qualificados, contando com 31 instituições de ensino superior (SDE,2015).

O orçamento de Fortaleza para 2020 é de R$ 8,9 bilhões. De acordo com o IPC Marketing Editora (2015), Fortaleza está entre os maiores polos de consumo do Nordeste, ocupando a 2ª posição, atrás de Salvador e à frente de Recife, São Luís e Natal.

No tocante à Rede Urbana Brasileira — constituída por centros que polarizam a economia, o fluxo de pessoas e a oferta de bens e serviços —, Fortaleza ocupa a 3ª posição em relação as demais metrópoles nacionais (Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Recife e Porto Alegre), ficando atrás de Salvador e Belo Horizonte. Ressalta-se que São Paulo e Rio de Janeiro estão no topo da Rede Urbana Brasileira figurando como metrópoles globais.